
Experimentar e aprender
- Tania Sturzenegger -
Experimentar tem a ver com aprender. Aprender tem a ver com experimentar.
Por isso é impossível alguém aprender só pelos livros - pelo menos não no sentido prático (vivência). Um erudito é um erudito, um sábio é um sábio. Um leu e (talvez) tenha entendido o que leu, enquanto o outro vivencia sem ler. Aliás, é muito freqüente um intelectual se esconder atrás das palavras. Ele tem a pretensão de querer mexer com o fogo sem se queimar. O sábio dá a mão à palmatória. Quando estiverem ouvindo o discurso de um "mestre", observem, sintam, se há vivência ou não em suas palavras. Se houver, haverá sabedoria; caso contrário, apenas verborragia.
Conhecimento gera não saber e ignorância gera (suposto) saber. A busca do saber deságua no não saber. Tudo que (suponho que) sei é ignorância. Ao buscar o saber termino por não saber.
Pior do que a ignorância é um professor ignorante. Ignorante por não reconhecer sua ignorância, ignorante por se identificar com o suposto saber, ignorante por achar que sabe alguma coisa. De tanto escutar dos alunos que sabe alguma coisa, passa a acreditar nessa mentira. E aí ficam ambos, professor e aluno, nessa encenação: um achando que sabe alguma coisa e que está transmitindo esse saber, outro achando que está aprendendo.. .
O que difere o verdadeiro professor do professor ignorante? Um sabe que nada sabe enquanto o outro acha que sabe alguma coisa.
Uma das características mais angustiantes do saber é saber que nada se sabe. E quanto mais se sabe, mais se sabe que menos se sabe. O caminho do saber desemboca no não saber. Enquanto houver alguém que sabe alguma coisa, haverá ignorância.
Porque as pessoas procuram professores que (pensam que) sabem? Porque esse é o nível de consciência deles. Necessitam de segurança, certezas e afirmações, então procurarão alguém que lhes dê isso. São órfãos à procura de seus pais. Ainda não conseguem lidar com a grande angústia do saber que é o não saber - que é de um vazio existencial infinito. Somente uma personalidade estruturada é capaz de suportar essa angústia e esse vazio.
Então, está tudo perfeito. Quem sabe, sabe que não sabe; quem não sabe, pensa que sabe. E a vida segue em frente.
Fonte: www.yoga.pro. br/Transição Planetária
- Tania Sturzenegger -
Experimentar tem a ver com aprender. Aprender tem a ver com experimentar.
Por isso é impossível alguém aprender só pelos livros - pelo menos não no sentido prático (vivência). Um erudito é um erudito, um sábio é um sábio. Um leu e (talvez) tenha entendido o que leu, enquanto o outro vivencia sem ler. Aliás, é muito freqüente um intelectual se esconder atrás das palavras. Ele tem a pretensão de querer mexer com o fogo sem se queimar. O sábio dá a mão à palmatória. Quando estiverem ouvindo o discurso de um "mestre", observem, sintam, se há vivência ou não em suas palavras. Se houver, haverá sabedoria; caso contrário, apenas verborragia.
Conhecimento gera não saber e ignorância gera (suposto) saber. A busca do saber deságua no não saber. Tudo que (suponho que) sei é ignorância. Ao buscar o saber termino por não saber.
Pior do que a ignorância é um professor ignorante. Ignorante por não reconhecer sua ignorância, ignorante por se identificar com o suposto saber, ignorante por achar que sabe alguma coisa. De tanto escutar dos alunos que sabe alguma coisa, passa a acreditar nessa mentira. E aí ficam ambos, professor e aluno, nessa encenação: um achando que sabe alguma coisa e que está transmitindo esse saber, outro achando que está aprendendo.. .
O que difere o verdadeiro professor do professor ignorante? Um sabe que nada sabe enquanto o outro acha que sabe alguma coisa.
Uma das características mais angustiantes do saber é saber que nada se sabe. E quanto mais se sabe, mais se sabe que menos se sabe. O caminho do saber desemboca no não saber. Enquanto houver alguém que sabe alguma coisa, haverá ignorância.
Porque as pessoas procuram professores que (pensam que) sabem? Porque esse é o nível de consciência deles. Necessitam de segurança, certezas e afirmações, então procurarão alguém que lhes dê isso. São órfãos à procura de seus pais. Ainda não conseguem lidar com a grande angústia do saber que é o não saber - que é de um vazio existencial infinito. Somente uma personalidade estruturada é capaz de suportar essa angústia e esse vazio.
Então, está tudo perfeito. Quem sabe, sabe que não sabe; quem não sabe, pensa que sabe. E a vida segue em frente.
Fonte: www.yoga.pro. br/Transição Planetária


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