
De certo modo, o feminicidio é a máxima expressão da violência contra a mulher e a conseqüência última de outras práticas sociais e do maltrato psicológico e físico, a discriminação social e a desigualdade, aspectos que oferecem o contexto no qual se desenvolve este crime. O silêncio social, a desatenção ou a idéia de que há problemas mais urgentes dificultam a luta contra essa mazela.
Como conceito, o feminicidio faz referência ao assassinato de mulheres pelo fato de sê-lo. Trata-se de uma expressão que se começou a utilizar recentemente, a partir dos acontecimentos de Cidade Juárez (México) onde ao menos 300 mulheres foram assassinadas desde mediados da década dos noventa (dez nos primeiros meses de 2005)*. Uma centena desapareceu.
No entanto, é importante assinalar que não todos os crimes são concertados ou realizados por assassinos em série, mas produzidos num contexto familiar ou conjugal. Há assassinatos de mulheres em série e individuais, alguns são cometidos por conhecidos: parentes, noivos, esposos, acompanhantes, familiares, visitas, colegas e parceiros de trabalho; também são perpetrados por desconhecidos e anônimos, e por grupos mafiosos de delinqüentes unidos a modos de vida violentos e criminosos.
O que converte estes assassinatos em feminicidio é o fato de que sejam cometidos contra mulheres pelo simples fato de sê-lo e que, ainda sendo atos individuais (por exemplo de um marido para sua mulher) converteram-se em algo habitual e representam um problema social de primeira magnitude. O Fundo de Desenvolvimento de Nações Unidas para a Mulher, assinalou no final de 2004 um aumento significativo do número de assassinatos de mulheres em todo mundo e especialmente em América. Neste sentido, resultam especialmente significativos casos como o de Espanha (onde foram assassinadas 72 pessoas durante 2004 e até 12 março de 2005) ou Guatemala. Segundo a Procuradoria de Direitos Humanos de guatemalteco, só em 2004 morreram assassinadas 465 mulheres.
Depois dos acontecimentos de Cidade Juarez e as mortes de mulheres que ocorreram, em todos os países ibero-americanos, sem exceção, a sociedade adquiriu maior conscientização sobre este problema.
Mais informação:-Banco de dados sobre feminicidio* Seção para América Latina e o Caribe do projeto sobre feminicidio da rede Internacional de mulheres ISIS. Contém explicações sobre o fenômeno, relatórios, análises e documentos, legislação de cada país sobre a violência contra as mulheres e um especial sobre o feminicidio em Cidade Juárez. -Jornal El Mundo* Página especial deste diário espanhol que se centram na violência contra a mulher. Tem um sistema de informação sobre cada assassinato de mulher que se produz em Espanha, cifras atualizadas sobre feminicidio e um defensor da maltratada. -Mujereshoy* Web dedicada à situação da mulher no continente americano que tem uma seção especial sobre feminicidio. Nela se recolhem dados sobre os assassinatos de mulheres na América, estatísticas por países e notícias atualizadas diariamente sobre os feminicidios em todo o continente. -Relatório Comissão Direitos Humanos ONU* Relatório deste organismo de Nações Unidas sobre os assassinatos de mulheres em Cidade Juárez. - Feminicidio em México* Página que se centra nos acontecimentos de Cidade Juárez, para cuja interpretação oferece dados, análises e uma perspectiva histórica. - Especial Cidade Juárez* Recopilação atualizada diariamente das notícias que aparecem sobre o feminicidio em Cidade Juárez. Elaborado por Cima Noticias, agência de jornalismo com uma perspectiva de gênero.
* Pelos datos do filme esses números chegam a + de 5 mil em Ciudad de Juarez.
Os links nos levam a noticias publicadas e manifestações pela NÃO VIOLÊNCIA À MULHER.
Como conceito, o feminicidio faz referência ao assassinato de mulheres pelo fato de sê-lo. Trata-se de uma expressão que se começou a utilizar recentemente, a partir dos acontecimentos de Cidade Juárez (México) onde ao menos 300 mulheres foram assassinadas desde mediados da década dos noventa (dez nos primeiros meses de 2005)*. Uma centena desapareceu.
No entanto, é importante assinalar que não todos os crimes são concertados ou realizados por assassinos em série, mas produzidos num contexto familiar ou conjugal. Há assassinatos de mulheres em série e individuais, alguns são cometidos por conhecidos: parentes, noivos, esposos, acompanhantes, familiares, visitas, colegas e parceiros de trabalho; também são perpetrados por desconhecidos e anônimos, e por grupos mafiosos de delinqüentes unidos a modos de vida violentos e criminosos.
O que converte estes assassinatos em feminicidio é o fato de que sejam cometidos contra mulheres pelo simples fato de sê-lo e que, ainda sendo atos individuais (por exemplo de um marido para sua mulher) converteram-se em algo habitual e representam um problema social de primeira magnitude. O Fundo de Desenvolvimento de Nações Unidas para a Mulher, assinalou no final de 2004 um aumento significativo do número de assassinatos de mulheres em todo mundo e especialmente em América. Neste sentido, resultam especialmente significativos casos como o de Espanha (onde foram assassinadas 72 pessoas durante 2004 e até 12 março de 2005) ou Guatemala. Segundo a Procuradoria de Direitos Humanos de guatemalteco, só em 2004 morreram assassinadas 465 mulheres.
Depois dos acontecimentos de Cidade Juarez e as mortes de mulheres que ocorreram, em todos os países ibero-americanos, sem exceção, a sociedade adquiriu maior conscientização sobre este problema.
Mais informação:-Banco de dados sobre feminicidio* Seção para América Latina e o Caribe do projeto sobre feminicidio da rede Internacional de mulheres ISIS. Contém explicações sobre o fenômeno, relatórios, análises e documentos, legislação de cada país sobre a violência contra as mulheres e um especial sobre o feminicidio em Cidade Juárez. -Jornal El Mundo* Página especial deste diário espanhol que se centram na violência contra a mulher. Tem um sistema de informação sobre cada assassinato de mulher que se produz em Espanha, cifras atualizadas sobre feminicidio e um defensor da maltratada. -Mujereshoy* Web dedicada à situação da mulher no continente americano que tem uma seção especial sobre feminicidio. Nela se recolhem dados sobre os assassinatos de mulheres na América, estatísticas por países e notícias atualizadas diariamente sobre os feminicidios em todo o continente. -Relatório Comissão Direitos Humanos ONU* Relatório deste organismo de Nações Unidas sobre os assassinatos de mulheres em Cidade Juárez. - Feminicidio em México* Página que se centra nos acontecimentos de Cidade Juárez, para cuja interpretação oferece dados, análises e uma perspectiva histórica. - Especial Cidade Juárez* Recopilação atualizada diariamente das notícias que aparecem sobre o feminicidio em Cidade Juárez. Elaborado por Cima Noticias, agência de jornalismo com uma perspectiva de gênero.
* Pelos datos do filme esses números chegam a + de 5 mil em Ciudad de Juarez.
Os links nos levam a noticias publicadas e manifestações pela NÃO VIOLÊNCIA À MULHER.


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