Interessante texto sobre o APEGO. Retirado de apostilas sobre MEDITAÇÃO enviado pelo Grupo SHANTI, do Fernando Martins.(...) Há uma história a respeito de dois irmãos. Um era mau, porém, muito esperto, o outro era muito teimoso e também muito estúpido. Um belo dia, estavam ambos correndo num campo. O irmão maldoso resolveu divertir-se um pouco e disse: “Fique sentado nesse vale, que irei para as colinas e de lá te mandarei um grande presente. O presente fará estranhos ruídos e você ouvirá estalos e chiados esquisitos, mas não deixe de segurá-lo até minha volta”. Em seguida subiu o morro, encontrou uma grande rocha branca, aqueceu-a até deixá-la vermelha e fê-la rolar morro abaixo, berrando: “Pronto mano, aqui está seu presente. Pegue-o! Não o largue enquanto eu não voltar!”
O irmão estúpido estava tão ansioso por ganhar o presente que saiu correndo e agarrou a rocha. O pêlo do couro de animal que estava usando estalou e chiou ao queimar-se. A rocha queimou a pele do animal e depois, queimou-lhe o corpo, mas nem assim ele a deixou cair, supunha que ela fosse valiosa. E por isso falou, dirigindo-se à rocha: “Faça o que quiser comigo que não desistirei de você enquanto meu irmão não chegar”. E teimoso, continuou a mantê-la aconchegada a si, porque a julgava importante para si.
Nós nos apegamos da mesma maneira a tudo o quanto amamos, ainda que isso pareça ser extremamente frustrante e doloroso, também nos apegamos a nossa meditação, desejando ver cores e visões, experimentar emoções e sensações quentes e conhecer as fases mais elevadas. A nossa mente ainda quer identificar, capturar e manipular a experiência, a fim de ter algo aprazível para relatar-nos. Entretanto, quando nos livramos do nosso apego aos sentidos e sentimentos, podemos nos tornar a própria experiência, e este é o verdadeiro processo da cura.
Tulku"


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