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sábado, 4 de agosto de 2007

Soneto ...


Soneto de Fidelidade


De tudo, ao meu amor serei atento

Antes, e que com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar me pranto

Ao seu pesar pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure.

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja eterno enquanto dure.
(Vinícius de Moraes)

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